Yamanote: 100 anos em movimento

A Linha Yamanote completou em novembro seu centenário como linha circular — um marco para aquilo que muitos chamam de “aorta do metrô de Tóquio”. Conectando grandes terminais como Tokyo, Shinjuku e Ueno, a linha transporta cerca de 1 milhão de passageiros diariamente e se consolidou como peça-chave no desenvolvimento urbano da capital.

A história da Yamanote tem origem no final do século 19, quando a Shinagawa Line começou a operar em 1885 para escoar seda e carvão até o Porto de Yokohama. O nome “Yamanote”, referente a regiões mais altas da cidade, foi adotado em 1901. Com a expansão dos serviços nas eras Taisho e início da Showa, a linha tornou-se essencial para trabalhadores e estudantes conforme Tóquio se urbanizava rapidamente.

A criação do loop completo exigiu a construção de trechos elevados entre Tokyo, Shimbashi e Ueno — uma obra concluída em 1925 com o uso de tijolos e concreto reforçado, tecnologias avançadas para a época. Mesmo após o grande terremoto de Kanto, os trabalhos foram finalizados com atraso mínimo.

Durante o pós-guerra, a Yamanote acompanhou o auge econômico japonês. Em 1963, recebeu os trens da série 103, em verde-claro, cor que se tornaria sua marca registrada. Em 1968, passou a operar composições de 10 vagões para suportar a demanda crescente.

O futuro da linha também está em transformação. A abertura da estação Takanawa Gateway, em 2020, marcou o primeiro novo ponto em quase meio século. Paralelamente, JR East, Tokyu e Tokyo Metro avançam com um megaprojeto de renovação em Shibuya, previsto para terminar em 2034.

A empresa JR East planeja introduzir trens com operação autônoma já em 2028 e, até 2035, implementar condução totalmente automatizada. Robôs e inteligência artificial devem assumir parte da manutenção de trens e trilhos, permitindo que equipes se concentrem em atendimento e emergências.

Segundo a companhia, o objetivo é “construir estações e cidades que continuem sendo amadas nos próximos 100 anos”.

Fonte / Foto: The Yomiuri Shimbun


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