Amazônia expõe crise climática do K-POP

No calor de 32°C de Belém, porta de entrada da Amazônia, a COP30 movimentou a cidade. Mas quem mais chamou atenção não foram autoridades ou CEOs — e sim jovens fãs de K-POP na casa dos 20 anos.

Na Blue Zone, o fórum “Ação Climática dos Fãs de K-POP” debateu caminhos para a descarbonização da indústria global do entretenimento. O evento contou com a presença do ministro sul-coreano do Clima e Energia, Kim Sung-hwan, e do copresidente da aliança climática GFCBCA, Vinicius Gittler, marcando um momento simbólico: o reconhecimento internacional da força política dos fandoms.

Enquanto artistas como Billie Eilish, Coldplay, Massive Attack e festivais nos EUA avançam em energia solar, pisos cinéticos e baterias renováveis, o Japão também demonstra protagonismo. No festival LUNATIC FEST, do LUNA SEA, todos os palcos funcionaram com células de hidrogênio — iniciativa celebrada por SUGIZO, que afirmou melhoria na qualidade sonora.

Já o K-POP enfrenta críticas por atraso ambiental. Um levantamento da ONG KPOP4Planet mostra que as grandes agências — HYBE, JYP, YG, SM e CJ ENM — ainda não utilizam energia renovável em shows, principal fonte de emissões, apesar de avanços em produtos reciclados e upcycling.

Mesmo assim, a capacidade de mobilização dos fãs foi elogiada na COP30. O debate agora pressiona a indústria a decidir “qual futuro quer escolher” num cenário em que a descarbonização deixou de ser tendência para se tornar estratégia de sobrevivência.

Fonte: Korea Wave / Foto: Reprodução – Instagram (@army_htp / @siddiqui_media)


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